Grafite e Pichação: Manifestação artística ou vandalismo?

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O grafite tem sido assunto na TV, nos principais veículos de notícias e nas rodas de amigos. A discussão se é arte ou não, é grande e pode durar horas e horas. Mas afinal você sabe como surgiu o grafite? O nome vem do italiano “graffiti”, a prática de fazer inscrições em muros, surgiu no Império Romano, mas ficou popular na década de 70 nos bairros periféricos de Nova Iorque, onde era comum a existência de gangues. Em suas rixas os integrantes passaram a se comunicar escrevendo em muros com letras ilegíveis e desenhos quase incompreensíveis, uma espécie de código. Essa linguagem evoluiu, os jovens passaram a serem artistas e encontraram uma forma de relatar suas indignações frente ao preconceito e injustiças sociais sofridas.

No Brasil o grafite só chegou ao final dos anos 80 e desde então ganhou notoriedade não só no país como fora dele. Artistas como Os Gêmeos e Kobra deixam suas artes registradas em muros do mundo todo. O Grafite foi descriminalizado em maio de 2011, pela então Presidente da Republica Dilma Rousseff que sancionou a Lei nº 12.408. Sendo decretado “Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário“.

Pichação como forma de protesto

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                             Fonte: FELIPE RAU-Estadão Conteúdo

Mas se grafite é considerado arte, pichação também é? A escrita em muros é feitas desde a Idade Média, o povo utilizava (e ainda usa) como meio de expor um ponto de vista, como forma de protesto. Com letras pontiagudas e alongadas, consiste em trazer uma forma de desenho para as letras. Não é para ser bonita, nem para agradar ao contrário do grafite que é esteticamente aceito.

Os conhecidos “pixos” que se espalham pelas cidades e ocupam espaços foi criado como instrumento de protesto, feita para atacar aqueles que oprimem. A pichação não tem diretriz artística é usada como voz que os oprimidos encontraram, a chance de serem escutados e se fazerem visíveis. Ao ocuparam espaços públicos os jovens conseguem serem notados e é exatamente isso que buscam. O pixo não é arte, pois para ser considerado arte tem-se que se sucumbir-se a aceitação, aceitar regras impostas pela sociedade e isso é tudo que o pichador não quer, ele quer ser aceito por quem é.

O muro branco não fala, mas as tintas impostas lá sim. Quem não tem voz na sociedade grita através de tinta spray e palavras que a primeira vistas são incompreensíveis. Pichação é sinônimo de resistência, tanto grafite e pixo são formas de expressão pessoal e social. Pichação e grafite não são a mesma coisa, mas deve-se dar atenção às duas porque ambas tem algo a falar.

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